MARL dedica conferência à logística do Agroalimentar

Rui Paulo Figueiredo, CEO do Grupo SIMAB, que gere a rede pública de mercados abastecedores; Joaquim Vale, administrador da transportadora “Santos & Vale”; Mauro Cardoso, “general manager” da “Monliz, SA”; e José Godinho, coordenador operacional para Portugal do grupo “Os Mosqueteiros” são participações confirmadas na primeira Conferência de Logística da Indústria Agroalimentar, que se realiza a 19 de outubro, no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa e resulta de uma parceria do MARL com a “Supply Chain Magazine”, “Santos & Vale”, Câmara Municipal de Loures e Centro de Negócios “Loures Inova”.

Confirmada está também a colaboração de Márcia Mendes, diretora-executiva da A2S – Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia; Teresa Silveira, jornalista no grupo editorial “Vida Económica”; Jorge Reis, diretor-executivo da revista “Frutas, Legumes e Flores”; Alexandre Felício, “supply chain diretor” da “Mendes Gonçalves”; e José Damião, da NOVA Madan Parque e “Loures INOVA”.

A conferência inicia-se com um ponto de situação e enquadramento da indústria agrolimentar nacional, designadamente um panorama global, volumes de exportação, número de trabalhadores e modernização tecnológica.

Segue-se uma abordagem aos “Agro-clusters e ao seu papel na nova dimensão da indústria agroalimentar”: «a ideia de que a cooperação é mais vantajosa para as empresas do que a competição não é recente, mas nem sempre é fácil de implementar».

«No caso da indústria agroalimentar, que balanço se pode fazer das dinâmicas de cooperação que têm vindo a ser implementadas? Que vantagens têm retirado as empresas devido a estas sinergias e projetos de cooperação? Que benefícios acabam por obter e desenvolver nesta lógica de cooperar e trabalhar com os parceiros-concorrentes? A estratégia é para manter? O que se pode melhorar e que projetos se podem ainda desenvolver para a valorização e reconhecimento da origem e marca “Portugal”?», são questões que vão estar na mesa da discussão.

Ainda durante a manhã, será abordado “O desafio dos mercados abastecedores com a sua inclusão na “supply chain 4.0». Isto, assumindo que, na União Europeia, os mercados abastecedores constituem a maior infraestrutura de distribuição de produtos alimentares frescos. «Anualmente, 25 milhões de toneladas de mercadoria são aprovadas através da oferta de 25.000 agricultores, para um volume de negócios da ordem dos 70 mil milhões de euros», refere-se, a propósito.

Segurança alimentar, controlos sanitários, gestão de resíduos, novas tecnologias, cadeia de frio, promoção de hábitos alimentares saudáveis, integração e coordenação com a produção agrícola, marketing e comunicação… são tantas as variáveis em jogo e os requisitos a preencher e que serão abordados neste contexto.

«Como podem e/ou já estão os mercados abastecedores a preparar-se para acompanhar as necessidades e exigências na cadeia de valor? Que desafios lhes está a colocar a “supply chain 4.0”? Que papel podem desempenhar enquanto agentes ativos na promoção do crescimento económico e do desenvolvimento sustentável?». São perguntas para os quais os convidados desta conferência vão encontrar resposta.

Ao início da tarde vai falar-se de “Cadeias logísticas no agroalimentar: a visão do retalho”, uma mesa-redonda em que retalhistas do setor dão a conhecer a realidade e complexidade das suas “supply chains” no segmento agroalimentar.

De que forma a agilidade é decisiva e uma realidade diária na sua atividade? Quais são os maiores desafios a ultrapassar? Como estamos em termos de rastreabilidade e segurança alimentar? E a cadeia de frio? E o impacto e desafios colocados pelo comércio eletrónico? E no que diz respeito ao imparável desafio da tecnologia, quais os maiores benefícios e os principais constrangimentos que traz? – são questões que vão ser colocadas à discussão.

«“Quando a tecnologia e a inovação se aliam à Indústria agroalimentar — utilização de “standards” internacionais de identificação e comunicação (EDI, GS1…); maior visibilidade e planeamento da cadeia de abastecimento; maior transparência (ambiental, social, económica…); os novos modelos de negócio e as mudanças no mercado e nos consumidores; a melhor gestão de risco na “supply chain”… hoje, em boa medida impulsionada pela tecnologia e pelas possibilidades que a mesma proporciona, são muitos os desafios colocados à indústria. Como se articula tudo isto na prática?». É este o tema com que se conclui a conferência.

Ver programa provisório:

http://www.supplychainmagazine.pt/wp-content/uploads/2018/08/programa.pdf

 

2018-09-07T10:09:40+00:00