Bernardino Soares diz que é preciso pensar no alargamento do MARL

[dinheirovivo.pt] O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) tornou-se, há mais de duas décadas, um polo importante na economia do concelho de Loures, mas também “com peso nacional”. Trouxe muitas empresas, trouxe o pavilhão de produtores, que permite que se possa escoar o que se tem para vender, tornou-se um local importante de emprego e continua a crescer. “Se não queremos que este projeto perca dinâmica, é preciso começar a perspetivar o seu alargamento”, defende Bernardino Soares.

O presidente da Câmara Municipal de Loures realçou como o MARL “é obviamente uma âncora do desenvolvimento económico no concelho”, que ao longo dos anos cativou muitas empresas e que grande parte das suas áreas de atividade são consideradas prioritárias.

“O agroalimentar e a logística e transportes são duas áreas-chave; talvez pudesse dizer até que são as mais importantes na área económica do nosso concelho”, salientou.

O MARL não é apenas importante pela sua infraestrutura, mas também por todo o investimento que cativou, inclusivamente de empresas que estão fora do terreno do MARL, mas que se localizam na zona.

“O MARL teve um efeito catalisador. Não é que não existissem já algumas empresas, mas é evidente que havendo um polo tão importante como o Mercado Abastecedor, isso acaba por atrair outras empresas, mesmo que não tenham atividade relacionada com o mercado”, refere o autarca.

Um dos pontos que Bernardino Soares não deixa passar é o pavilhão de produtores. “Foi um aspeto particularmente importante na criação do MARL. É um pavilhão em que todos os pequenos e médios produtores, quer do concelho de Loures, quer da região à volta, têm a oportunidade de escoar o seu produto. Isto é, não temos só grandes áreas para empresas de maior dimensão, mas a possibilidade também de quem tem explorações mais pequenas poder escoar o seu produto e isso é uma grande mais-valia”.

Tanto a Câmara, como a administração do MARL, têm trabalhado para que mais empresas se vão sediando no Mercado Abastecedor, o que faz que se tenha de falar de expansão do atual espaço. “Veremos o que nos traz o próximo Governo, mas é uma questão que tem de começar a ser equacionada, porque nós, nos últimos anos, temos conseguido praticamente esgotar o que estava disponível aqui com novos investimentos e novas empresas. Se não queremos que este projeto perca dinâmica é preciso começar a perspetivar o seu alargamento”, afirmou, garantindo que é possível, ainda que “exigirá investimentos e planificação”.

Conversas Grupo SIMAB – TSF/Dinheiro Vivo

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2019-11-12T14:57:42+00:00 Outubro 28, 2019|